domingo, 7 de maio de 2017

REVOLUÇÃO SOCIALISTA NA RÚSSIA

Revolução Socialista na Rússia
A Revolução Russa de 1917 foi uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório (Duma), resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do partido bolchevique.
No século XIX, a Rússia juntamente com a Inglaterra, a França, a Alemanha e a Áustria, era uma das maiores potências européias, porém enquanto os outros países cresciam, faziam reformas e se industrializavam, a Rússia não se modernizava. Era considerada um país atrasado em relação aos demais. Sua economia baseava-se na agricultura. Os servos trabalhavam, mas os senhores feudais não tinham o menor interesse de modernizar as plantações. Era governados por Czar, que tinha poder absoluto sobre tudo
Varias guerras ocorreram durante a revolução, uma delas, foi a Guerra da Criméia. Nessa guerra participaram Inglaterra, França e Turquia. Esta guerra é na verdade parte de uma série de disputas por territórios do então decadente império Turco-Otomano, e seu nome deve-se ao fato de que boa parte das batalhas ocorreram na península da Crimeia, hoje parte do território ucraniano. Com isso, Czar, aboliu a escravidão, vendeu terras aos camponeses e mandou ocupar novas áreas agrícolas.
O governo precisava encontrar uma saída para tudo q estava acontecendo, e fizeram um programa de industrialização que permitiu que muitos estrangeiros fossem para a Rússia e várias fábricas foram implantadas, e com isso, os anos entre 1890 e 1900, a Russia apresentou as maiores taxas de crescimento industrial.
Em 1904 ocorreu um conflito entre Russia e Japão, que desorganizou a economia piorando a situação dos operários e camponeses. A Rússia foi derrotada, e a população foi ficando irritada com Czar. No outro ano, a população saiu as ruas a fim de entregar um abaixo assinado ao imperdos, pedindo melhora na vida dos cidadãos, porem Czar não gostou, e promoveu um massacre , aumentando mais ainda a fúria do povo. Mas apesar de tudo, ele instalou o parlamento (Duma).
Grande parte da oposição da Russia era socialista e se baseava nas idéias de Karl Marx, eles acreditavam que todos os problemas do país só acabariam se o capitalismo fosse abolido e o comunismo fosse implantado.
Os comunistas eram divididos entre Bolcheviques e Mencheviques: Os bolcheviques queriam derrubar o Czarismo na força e eram liderados por Lênin. Já os Mencheviques queriam a implantação do socialismo através de formas moderadas.
Com o advento da Primeira Grande Guerra, o povo russo se sentiu na obrigação de lutar, porém o combate trouxe desorganização na economia, fome, pobreza, racionamento, passeatas contra Czar, etc.
Quando Czar caiu, o governo provisório assumiu o poder, e fez algumas mudanças, como liberdade de imprensa e redução do trabalho para 8 horas. Essas mudanças agradaram muitos, mas alguns não gostaram, como os camponeses que queriam terras e operários.
Em 1917, Lênin conseguiu tirar o governo provisório do poder e ele mesmo assumiu. No poder, eles tentaram realizar e criar uma sociedade onde todos eram livres e tinha direito iguais. Para realizar o sonho,ele tomou varias medidas:  As terras da Igreja, nobreza e burguesia foram desapropriadas e distribuídas aos camponeses e quase tudo se tornou propriedade do estado (fábricas, lojas, diversões, bancos,etc). A idéia dessas medidas era criar igualdade entre os homens, pois, segundo o Marxismo (conjunto de ideias desenvolvidas a partir das obras de Karl Marx e Friedrich Engels e que causaram grande impacto no mundo todo) sem propriedade não haveria exploradores e explorados.
 Em 1921, foi permitido ao povo a abertura de pequenos negócios, pois a sociedade precisava ser estimulada. Os camponeses voltaram a produzir para vender no mercado e as grandes empresas estatais passaram a considerar as necessidades de consumo do povo. Esta série de medidas ficou conhecida como Nova Política Econômica (NEP) e teve resultados satisfatórios no campo econômico, porém no campo social não foi tão bom assim. No campo surgiram os camponeses e nas cidades os grandes empresários lucravam com essa nova economia que fortaleceu ara o aumento das desigualdades sociais.
O poder ficou nas mãos dos comunistas. Após a morte de Lênin, Trotsky e Stalin disputaram o poder, e no final Stalin venceu.
Stalin decidiu industrializar o país, ele so podia utilizar o dinheiro vindo da agricultura, já que não podia fazer empréstimos internacionais por conta da pobreza do país.
No final de tudo, as metas de Stalin foram alcançadas e a União Soviética passou por um processo de modernização e industrialização. Porém, o totalitarismo implantado por Stálin na URSS mantinha um rígido controle sobre a imprensa e a cultura em geral.


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Curiosidades sobre a Revolução Russa:

1-De toda a população russa, 85% moravam no campo, onde havia desigualdade na distribuição das terras – 40% das terras cultiváveis pertenciam às pessoas da nobreza, e parte do território russo não servia ao plantio por causa das baixas temperaturas, que mantiam o terreno coberto de neve.

2- Lenin entrou na política no começo da vida adulta. Aos 16 anos ele ainda era mais ligado à religião. Tudo mudou quando o irmão dele, Alexander Ulianov, foi condenado à morte depois de se envolver numa tentativa de assassinar o Czar Alexandre III, o pai de Nicolau II.

3- Lenin entrou na política no começo da vida adulta. Aos 16 anos ele ainda era mais ligado à religião. Tudo mudou quando o irmão dele, Alexander Ulianov, foi condenado à morte depois de se envolver numa tentativa de assassinar o Czar Alexandre III, o pai de Nicolau II.

4- Lenin foi preso e exilado várias vezes antes da revolução de 1917. Na maioria delas, fugiu para a Europa. Foi numa dessas ocasiões que o revolucionário ganhou o apelido que o marcaria para sempre, durante um dos períodos que ele passou na Sibéria, na região do rio Leno.

5- Após a revolução, Lenin sofreu diversos atentados. Num deles ele foi baleado e quase morreu, em 1918. Foi nessa época que começou o período chamado de Terror Vermelho, em que diversos apoiadores do regime anterior, e até mesmo a família real, foram executados.

6- Em 1917, a Rússia destronou o Czar Nicolau II, que ocupava o trono russo há mais de 20 anos. O imperador e toda sua família foram executados cerca de um ano mais tarde, enquanto estavam encarcerados.

7- Ao tomar o poder russo, Lenin acreditava que a revolução operária continuaria em todo o mundo, garantindo a sobrevivência da revolução. Como isso não ocorreu, ele teve que recorrer ao chamado Comunismo de Guerra.

8- Lenin morreu em 1924, supostamente de causas naturais. Após uma luta pelo poder entre Trotski e Stalin, o último saiu vitorioso. Mais tarde Trotski foi exilado e assassinado, a mando de Stalin.


Bibliografias: 
Para melhor entendimento do assunto, recomendo os seguintes vídeos:
Feito por: Arthur Bartoli -  9 AM01
Curiosidades por: Maria Luiza Cacemiro - 9 AM01
Imagens e vídeos por: Nathália Lourenço - 9 AM01

sexta-feira, 5 de maio de 2017

IMPERIALISMO

No final do século XIX e começo do século XX, a economia mundial viveu grandes mudanças. A tecnologia da Revolução Industrial aumentou ainda mais a produção, o que gerou uma grande necessidade de mercado consumidor para esses produtos e uma nova corrida por matérias primas.
A imagem acima representa o domínio
 de um país imperialista sobre outros.
A concepção de neo-imperialismo foi realizada por economistas ingleses e franceses no início do século XIX. Este conceito constituiu-se em duas características fundamentais: o investimento de capital externo e a propriedade econômica monopolista. “Um país imperialista era um país que dominava economicamente o outro”, e desse modo a capitalização das nações imperialistas gradativamente se ampliava, assim como a "absorção" dos países dominados pelos monopólios, mão-de-obra barata e abundante e mercados consumidores, levavam ao ciclo do novo colonialismo, que é o produto da expansão constante do imperialismo.
Os países imperialistas dominaram muitos povos de várias partes do planeta, em especial dos continentes africano e asiático. Porém, a maior parte dos capitalistas e da população desses países se sobrepunham tendo como afirmativa que suas ações eram justas e até benéficas à humanidade em nome da ideologia do progresso. Dessa forma, tinham 3 visões explicativas: o etnocentrismo, baseado na ideia de que existiam povos superiores a outros (europeus superiores a asiáticos, indígenas e africanos, exemplos clássicos), da mesma forma o racismo e o darwinismo social que interpretava a teoria da evolução de uma forma discutível, afirmando a hegemonia de alguns sobre outros pela seleção natural.
Assim, no final do século XIX e o começo do século XX, os países imperialistas se lançaram numa corrida por matéria-prima, mercados consumidores e países com uma fragilidade política, com o intuito de colonizar, o que desencadeou rivalidade entre os mesmos e concretizou o principal motivo da Primeira Guerra Mundial, dando princípio à “nova era imperialista".

Ø  Os principais países que adotaram a prática do imperialismo no século XIX foram:
–  Reino Unido
– França
– Bélgica
– Itália
– Alemanha
– Portugal
– Espanha
– Países Baixos
– Japão
– Rússia
– Império Otomano

Ø  Ações imperialistas na África

Na metade do século XIX a presença colonial européia na África estava limitada aos colonos holandeses e britânicos na África do Sul e aos militares britânicos e franceses na África do Norte.
A descoberta de diamantes na África do Sul e abertura do Canal de Suez, ambos em 1869, despertaram a atenção da Europa sobre a importância econômica e estratégica do continente. Os países europeus rapidamente começaram a disputar os territórios.



Em algumas áreas os europeus usaram forças militares para conquistar os territórios, em outras, os líderes africanos e os europeus entraram em entendimento à respeito do controle em conjunto sobre os territórios. Esses acordos foram decisivos para que os europeus pudessem manter tudo sob controle.

Os estilos variavam mas, os poderosos colonizadores fizeram poucos esforços para desenvolver suas colônias. Elas eram apenas locais de onde tiravam matérias-primas e para onde vendiam os produtos manufaturados.

Talvez o pior legado do Colonialismo tenha sido a divisão da África em mais de 50 Estados cujas fronteiras foram demarcadas sem dar a menor importância aonde as pessoas viviam e como organizavam sua própria divisão política.

Outro legado ruim do Colonialismo foi o seu efeito na vida econômica dos povos africanos. O sistema colonial destruiu o padrão econômico que lá existia. O colonialismo também ligou a África economicamente às grandes potências e os benefícios desse sistema sempre vão para os países poderosos e nunca de volta para África.

O terceiro mal causado pelo colonialismo foi a introdução das ideias europeias de superioridade racial e cultural, dando pouco ou nenhum valor às manifestações culturais dos povos africanos. Aos poucos os africanos estão recuperando o orgulho por sua cor, raça e cultura.

Ø  A conquista do Sudeste Asiático e o Império Japonês
A conquista da Ásia foi-se aos poucos, primeiramente com o abrir de alguns portos em pequenas ilhas durante o século XVIII e antigas colônias hispano-holandesas nas Filipinas (cedida aos Estados Unidos pela Espanha depois) e ilhas da Indonésia (holandeses).

Mas a desenfreada exploração que se deu por estas bandas foi a partir da Rússia, que construiu uma estrada de ferro ligando a Rússia européia até suas margens do Pacífico Oriental, com o objetivo de influenciar e dominar a Mongólia e a China.

Charge sobre a atuação das potências imperialistas na China, produzida em 1898.

Já a entrada do Japão no grupo dos países imperialistas foi por pressão dos Estados Unidos e do Reino Unido de tempos. Sob muita pressão dos estadunidenses, o Japão governado formalmente por um monarca, mas quem tinha plenos poderes era o comandante das Forças Militares Japonesas, o Xogun, decidiu abrir alguns portos para os países ocidentais. Isso causou uma revolta por vários motivos na ilha, conhecido como Restauração Meiji, onde restaurava plenamente os poderes do Imperador, que fez o Japão dar um salto no desenvolvimento industrial e econômico do país. Isso fez com que a concorrência entre Reino Unido, França, Rússia e os Estados Unidos ficasse mais acirrada e incluísse o Japão na disputa imperialista.
Para tanto, o exército japonês invadiu a China e obteve sucesso em suas missões, anexando ao seu território a região correspondente à Manchúria, as atuais Coreias e a Ilha de Formosa. Na tentativa de expulsar os japoneses, os chineses buscaram apoio - em vão - da Rússia. Este país teve de indenizar o Japão.
O Reino Unido começou sua investida, através de acordos comerciais com o Imperador da China. Em 1839, o Imperador proíbe o comércio de Ópio em seu território, cujo era comercializado pelo Reino Unido na Índia. Mas os britânicos não acataram as ordens e continuaram a comercializar a droga. Como punição o governo chinês afunda alguns navios britânicos.
Este fato serve de pretexto para o Reino Unido declarar guerra à China. Com uma marinha superior a da chinesa o Reino Unido vence, e como pagamento ao vencedor a China teve que ceder a Ilha de Hong-Kong e abrir diversos portos.

Charge sobre o imperialismo: a Inglaterra como um grande polvo, tomando as riquezas de suas colônias.

Com o domínio meridional da China, a Indochina cedida pela França, devido à Guerra dos Sete Anos, o Reino Unido conquistou a hegemonia também do Sudeste Asiático. Nesse decorrer de tempos ocorreram várias revoltas, uma muito importante ocorreu na Índia, mas ela foi sufocada, e assim os britânicos abocanham de vez a Índia integrando-a como parte de seu Império Colonial. Já no ano de 1895, a China sofre sua pior humilhação, a partilha de seu território em áreas de influência entre: Reino Unido, França, Japão, Alemanha e Rússia, isso gerou a Revolta dos Boxers.

Imagem ilustrativa da Revolta dos Boxers.

Para vencer essa batalha, as potências europeias e nipônica, tiveram que se unir e com muita luta conseguiram vence-la. Já os Estados Unidos recolonizaram as Filipinas e conquistaram e anexaram ilhas como o Havaíentre outras.
Em 1884, teve início a Conferência de Berlim, que reuniu representantes de potências europeias para promover a "partilha amigável" do continente africano. As maiores beneficiadas com a partilha foram a França e a Inglaterra, com maior número de colônias em áreas economicamente mais interessantes. A Conferência de Berlim não contou com participação de nenhum representante africano, a partilha foi feita sem qualquer consulta ou uma participação dos povos que seriam atingidos pelas decisões, sem levar em conta os aspectos culturais e étnicos de cada povo.

CURIOSIDADES:
Ø  O neocolonialismo, também chamado de imperialismo, foi uma política de expansão territorial e econômica praticada pelas potências europeias a partir do século XIX, em especial em territórios da África e da Ásia. Essa política foi um dos principais motivos que levaram à eclosão da Primeira Guerra Mundial.
Ø  Com o crescimento da indústria após a Revolução Industrial, os países europeus viram uma crescente necessidade de expandir seus mercados, de mão-de-obra barata e de matérias-primas. Nesse contexto, os territórios africanos e asiáticos, que muitas vezes tinham governos frágeis, eram perfeitos para atender às três demandas. Assim teve início um longo período de dominação política, econômica e cultural nesses continentes.
Ø  Para definir que país ficaria com cada parte dos territórios dominados, em 1885 as principais potências europeias se reuniram na Conferência de Berlim. O evento marcou uma completa reorganização das fronteiras da África, dividindo o território entre si em áreas de influência e exploração. Menos de trinta anos depois, Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica, Itália, Espanha e Portugal já haviam conquistado e repartido entre si 90% da África. Isso é o equivalente a pouco mais de três vezes a área do Brasil. 
Ø  A divisão levou a um aumento nas tensões entre as potências europeias, que se viam como inimigas e concorrentes. A rivalidade entre as potências europeias foi se tornando mais intensa e cada país começou, silenciosamente, a produzir armas e formar alianças que acabaram culminando na Primeira Guerra.


ü  Para melhor entendimento do assunto recomendo o seguinte vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ezcqKqmt5WM


BIBLIOGRAFIA:


Por: Gabrielly Zambe – 9ºAM01








terça-feira, 2 de maio de 2017

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL


Nos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial, a Europa vivia um clima de rivalidade entre as grandes potências, que disputavam colônias na África e na Ásia, além de territórios dentro do próprio continente.
Em um período chamado de "paz armada" (1871-1914), esses países protagonizaram uma corrida armamentista que aumentava a tensão nas relações internacionais. O continente era um barril de pólvora e bastava uma faísca para que explodisse. O estopim foi um crime político.

Primeira Guerra Mundial: Trabalhadores em uma fábrica de bombas na Inglaterra (Foto: Flickr/IWM Collections)
A foto acima são dos trabalhadores da época em uma fábrica de bombas na Inglaterra.
Um dos motivos da Grande Guerra Mundial foi o assassinato
do arquiduque Francisco Ferdinando, príncipe herdeiro do Império Austro-Húngaro, e de sua mulher, Sofia.
Francisco Ferdinando e sua mulher, Sofia, deixam a Prefeitura de Sarajevo, em 28 de junho de 1914 (Foto: Reuters/JU Muzej Sarajevo)
A foto mostra Francisco Ferdinando e sua esposa, Sofia, deixando a prefeitura de Sarajevo no dia do atentado.
 Eles foram vítimas de um atentado durante uma visita a Sarajevo – ato com importante conteúdo político, pois buscava demonstrar o domínio austríaco sobre a região. 

Foto não datada mostra o arquiduque Francisco Ferdinando, em primeiro plano, e sua mulher, Sofia, ao fundo, mortos após o atentado a tiros que tirou a vida do casal em Sarajevo (Foto: AP/Arquivo Histórico de Sarajevo)
A foto acima mostra o velório do arquiduque e sua esposa.


O autor dos disparos foi Gavrilo Princip, estudante sérvio-bósnio ligado a uma organização nacionalista. Um mês depois o império Austro-Húngaro não aceitou as medidas tomadas pela Sérvia com relação ao crime que aconteceu em 28 de junho de 1914. Um mês depois, em 28 de julho, o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia. 

O terrorista sérvio Gavrilo Princip, à direita, é preso momentos após matar a tiros Francisco Ferdinando, em Sarajevo (Foto: AP)
Prisão de Gavrilo Princip, autor dos disparos, após o atentado.

 Diante da declaração de guerra dos austríacos, os russos se mobilizam para ajudar os sérvios, seus "irmãos" eslavos dos Bálcãs. No dia 3 de agosto de 1914, a Alemanha, aliada dos austríacos, declara guerra à França.
 Por causa da política de alianças, em pouco tempo praticamente toda a Europa está envolvida no conflito. De um lado estavam os países da Tríplice Aliança (Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro) e, do outro, a Tríplice Entente (Reino Unido, França e Rússia).
Em maio de 1915, a Itália, que pertencia à Tríplice Aliança declara guerra ao Império Austro-Húngaro e muda de lado, indo a combate do lado da Entente, em troca da promessa de receber territórios.
Apesar de ser um conflito essencialmente europeu, a guerra envolveu os Estados Unidos e o Japão, e as colônias das potências da Europa também foram campos de batalha.
Em outubro de 1917, o Brasil declarou guerra à Alemanha pela mesma razão dos Estados Unidos: meses antes, navios mercantes brasileiros haviam sido afundados por submarinos alemães. Sua participação, porém, foi pequena e teve poucos reflexos na guerra.

A primeira fase da guerra foi marcada pela Batalha de Fronteiras. Após vencer a resistência das forças belgas, os alemães conseguiram entrar em território francês pela fronteira do país.
Em um dia, 27.000 soldados franceses foram mortos, na mais importante perda para as tropas do país. E uma das características desse conflito foi o uso de trincheiras protegidas por arames farpados. 

Primeira Guerra Mundial: soldados alemães defendem trincheira na fronteira com a Bélgica (Foto: U.S National Archives)
Soldados alemães na trincheira. 

Era em território francês que se travaram as principais batalhas da Grande Guerra. As mais devastadoras foram as de Verdun e Somme. Os exércitos da França e da Grã-Bretanha investiram contra a linha de defesa alemã na região do Rio Somme, mas não tiveram êxito. Foi o conflito mais letal da guerra, com 1,2 milhão de vítimas.

Tropas britânicas avançam durante a Batalha do Somme, em 1916 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)
batalha do Somme, em 1916.

 
Dois anos depois, já com os Estados Unidos lutando na guerra no lado da França e da Grã-Bretanha, houve a segunda batalha do Marne, que marcou o início do recuo geral das forças alemãs. Em julho de 1918, com a ajuda dos americanos, os exércitos aliados conseguiram barrar o avanço do exército alemão, em um conflito que causou centenas de milhares de baixas em ambos os lados.
A entrada dos Estados Unidos na guerra foi determinante para o desfecho do conflito. O país decidiu declarar guerra à Alemanha, em abril de 1917, após ter navios mercantes naufragados ao serem atingidos por submarinos alemães no norte do Oceano Atlântico e também no Mediterrâneo. 

Primeira Guerra Mundial: foto de grupo de soldados americanos em material de publicidade de recrutamento (Foto: Flickr/U.S National Archives)
Soldados americanos em recrutamento.

Em 22 de abril de 1915, a Alemanha fez o primeiro grande ataque com uso de gás tóxico, que devastou as linhas inimigas na Bélgica. Os exércitos começaram a usar máscaras para se protegerem dos gases, entre eles o lacrimogêneo e o mostarda.

Soldados americanos posam com máscaras de gás no Laboratório de Desenvolvimento Químico na Filadélfia, nos EUA, em 1919 (Foto: Reuters/Archive of Modern Conflict London)
Soldados americanos usando máscaras de gás no Laboratório de Desenvolvimento Químico na Filadélfia, nos EUA, em 1919.

No contexto da Primeira Guerra começou a Revolta Árabe contra o Império Turco-Otomano, em 1916, com o apoio da Grã-Bretanha.
O movimento abriria caminho para uma nação árabe independente.

Em novembro do ano seguinte, oito meses após o czar Nicolau II abdicar, começa a Revolução Russa. Em dezembro, o país assina o armistício com a Alemanha e sai da Primeira Guerra. 
Após a Entente começar a dominar as batalhas, o Império Turco-Otomano assina o armistício em outubro de 1918. Em novembro foi a vez do Império Austro-Húngaro, seguido pela Alemanha, que assinou o cessar-fogo em 11 de novembro de 1918, dois dias após o Kaiser Guilherme II abdicar e ser proclamada a República na Alemanha. Após quatro anos, a guerra terminava com 10 milhões de mortos e 20 milhões de feridos.

Em 1919 é assinado o Tratado de Versalhes, que impôs as condições de paz – as mais duras para a Alemanha. O país perdeu todas as suas colônias, foi desarmado, teve parte de seu território ocupado militarmente e ainda precisou pagar uma pesada indenização pelos custos da guerra.

A Primeira Guerra Mundial começou em 28 de julho de 1914 e durou até 11 de novembro de 1918. Após quatro anos, a guerra terminava com 10 milhões de mortos e 20 milhões de feridos.

Estima-se que a Guerra mobilizou mais de 70 milhões de soldados dos cinco continentes e gerou custos da ordem de 180 bilhões de dólares. O conflito teve ainda 6 milhões de prisioneiros e 10 milhões de refugiados.


Tropas marcham em Londre após fim da Primeira Guerra, em 1918 (Foto: Flickr/National Library NZ)
Tropas marcham em Londres após assinatura de armistício que deu fim à guerra, em 1918.

  •  Curiosidades sobre a Primeira Guerra Mundial:
1-  Não existia máscaras eficazes contra gases tóxicos no início da guerra. A única proteção dos soldados contra-ataques com gás eram um pano, muitas vezes trapos velhos, como uma meia velha, molhados em sua própria urina.

2-  Devido à escassez de alimentos, os britânicos foram proibidos de jogar arroz nos casamentos e alimentar os pombos. Eles também foram proibidos de falar ao telefone e uma língua estrangeira, a comprar binóculos e chamar um táxi à noite.

3-  A Primeira Guerra Mundial envolveu a participação de perto de 70 milhões de soldados de 30 países espalhados pelos cinco continentes, provocando a morte de aproximadamente 10 milhões deles durante os combates — sem contar com milhões de vidas perdidas devido à fome e ao surgimento de doenças.

4-   A Primeira Guerra Mundial deu início ao desenvolvimento da cirurgia plástica, e os primeiros bancos de sangue também foram criados durante o conflito.

5-   A Grande Guerra foi o sexto conflito com o maior número de mortes na História.

6-  Todas as semanas, aproximadamente 12 milhões de cartas eram entregues aos soldados.

7-  Durante a trégua natalina, os soldados trocaram presentes, jogaram futebol e tiraram fotos juntos. Esse dia se transformou em uma das lembranças mais emotivas da Primeira Guerra Mundial, um momento no qual inimigos permitiram que a compaixão triunfasse sobre suas diferenças políticas e se criasse um breve respiro dos horrores da guerra.



BIBLIOGRAFIAS:






Para melhor entendimento do assunto recomendo o seguinte vídeo:

https://youtu.be/CfPCJkQdmFU 



Feito por: Maria Luiza Cacemiro - 9AM01
Vídeo por: Nathália Lourenço - 9AM01